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Ao meio dia desta quinta-feira, 18 (7h de Brasília), os sinos das igrejas de Madri tocaram anunciando que o papa Bento XVI acabara de desembarcar no aeroporto Bajaras, em Madri, para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ). Acolhido pelos  reis da Espanha; pelo arcebispo de Madri, cardeal Antonio María Rouco, e várias autoridades, além de mais de 2 mil jovens, o papa disse o motivo de sua viagem a Madri. “Venho aqui encontrar-me com milhares de jovens de todo o mundo, católicos, interessados por Cristo ou na busca da verdade que dá sentido genuíno à sua existência.

 Chego para exortar os jovens a encontrar-se pessoalmente com Cristo Amigo e, assim, radicados em sua pessoa, converter-se em seus fiéis seguidores e valorosas testemunhas”, disse o papa.Os missionários do MEAC acompanham a Jornada com dupla atenção. Primeiro pela importância do evento que, certamente, transformará a vida e a atuação dos jovens que participam do encontro com o Sumo Pontífice e, em segundo, pela presença no evento da missionária Sara Fonseca. Moradora em São José do Rio Preto (SP), Sara é filha mais jovens do missionário Fonseca, um dos primeiros integrantes do grupo missionário que, há 40 anos, atua na evangelização por todo o Brasil e outros países. Ele leva na bagagem duas “relíquias”: a bandeira do MEAC e a imagem em ébano da Mãe de Jesus, venerada como “Nossa Senhora do Dízimo”.

 Bento XVI condenou a superficialidade, o consumismo e o hedonismo que ameaçam a vida dos jovens. Segundo o papa, os jovens sabem que “sem Deus seria difícil enfrentar  estes desafios e ser verdadeiramente felizes”. “A Jornada Mundial da Juventude nos traz uma mensagem de esperança, como uma brisa de ar puro e jovem, com aromas renovadores que enchem de confiança ante a manhã da Igreja e do mundo”, acrescentou.

 O papa lembrou também as “tensões e choques” presentes em várias partes do mundo. “A justiça e o altíssimo valor da pessoa humana se dobram facilmente a interesses egoístas, materiais e ideológicos”, afirmou Bento XVI.  “Eu volto a dizer aos jovens com todas as forças do meu coração: que nada nem ninguém lhes tire a paz”.

Bento XVI afirmou que é necessário ajudar os jovens as “permanecerem firmes na fé e a assumir a bela aventura de  anunciá-la e testemunhá-la abertamente com a própria vida”.

Ao concluir seu discurso, o papa lembrou a cultura e as raízes cristãs da Espanha e seu esforço de superação das dificuldades atuais. “Ainda que haja atualmente motivos de preocupação, maior é o afã de superação dos espanhóis com esse dinamismo que os caracteriza, e que tanto contribuem suas profundas raízes cristãs, muito fecundas ao longo dos séculos.

(com apoio da CNBB)