Implantação

DÍZIMO - PASSOS PARA UMA PASTORAL CONSEQUENTE

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Do livro: DÍZIMO MINISTÉRIO DA PARTILHA - Antoninho Tatto - Editora O Recado

Organização do sistema

A organização é importante e imprime um sentido de seriedade àquilo que queremos. Se é importante, vamos organizar bem para obtermos o melhor resultado. Sem organização, qualquer coisa, por melhor que seja, deixa a desejar, porque dá a impressão de desleixo. No caso do dízimo, queremos fazer bem feito, pois trata-se de uma opção que fizemos. Opção significa também predisposição a submeter-se a regras e normas necessárias para realizá-la. Na organização precisamos voltar nossas atenções para a formação de uma equipe missionária do dízimo.
Sem uma boa equipe, bem preparada, consciente, o dízimo não funciona. Investir em primeiro lugar na formação de lideranças conscientes, comprome-tidas e preparadas para fazer o melhor. A escolha dever ser criteriosa, e diria até, pessoal, do padre. É com essa equipe que o padre vai poder contar, discutir, planejar e solucionar os grandes problemas financeiros, para realizar com segurança e com recursos todas as pastorais, com todas as outras equipes. Gente só de boa vontade não resolve. Deve-se acrescentar a confiança que o padre tem em cada um e a certeza da capacidade dos membros desta equipe. Capacidade intelectual, organizacional e de espírito de conjunto. Para iniciar o trabalho, portanto, precisamos preparar bem as lideranças. Quando falamos em lideranças, entendemos todas as pessoas envolvidas nas diversas Pastorais ou Movimentos da Igreja. As catequistas, os ministros, conselho de administração, coordenadores de grupos, equipe de liturgia, de promoção humana, grupos de jovens, grupos de missionários leigos, coordenadores da infância missionária. Todas as forças vivas da paróquia devem ser envolvidas, ou seja, todas aquelas pessoas que estão à frente da paróquia ou das comunidades. Elas darão o suporte necessário à equipe do dízimo a partir de sua implantação. Não são pessoas que vão se dedicar à pastoral do dízimo; são pessoas que devem estar por dentro do assunto, e para isso recebem uma formação maior que a maioria da população. Assim serão, com a equipe missionária do dízimo, os formadores de opinião na proposta nova do dízimo. Quando fazemos a Celebração da Partilha, falamos com todas as pessoas que participam das missas num final de semana. Naturalmente, entre essas pessoas, há as que ficam entusiasmadas com as explicações e saem glorificando a Deus pelo que ouviram. A maioria das pessoas gosta, fica feliz. Mas há também aquelas que não gostam nem um pouco. Por uma razão ou outra, não gostaram nada daquilo que ouviram. Muitas vezes é porque ficaram seriamente questionadas com os textos bíblicos usados e pelas reflexões feitas. No questionamento vem a reação natural de comentar a celebração em si ou um ou outro comentário feito. E sabemos que os comentários negativos se espalham muito mais do que os positivos. Quem concorda normalmente se cala, não tem nenhuma motivação de comentar. Mas quem não concorda normalmente questiona, critica e argumenta. Para se justificar? Pode ser, mas também pode ser por não ter entendido bem a mensagem, ou por não estar bem disposto para isso. Muitas vezes é uma questão até de cultura. Tenho visitado lugares onde estavam acostumados há mais de cinquenta anos com um sistema; agora, perante um novo método de participação, é evidente que, num primeiro momento, as pessoas ficam confusas. Tive a honra de ser chamado a pregar sobre o dízimo na minha Diocese de origem, Frederico Westphalen, RS. Pe. Pedro Clair Wegmann, de Santo Augusto, iniciou o processo na paróquia que acabava de assumir. Já conhecia nosso trabalho que fora feito quando estava em Rondônia. Diante das dificuldades financeiras da paróquia nova, e pela experiência que conhecia, investiu na Pastoral do dízimo. A primeira reação das pessoas mais próximas foi negativa. Bastou uma reunião com as lideranças e a idéia já era outra, e o resultado foi extraordinário. A diocese toda decidiu fazer o trabalho após uma reunião com os padres e o Bispo, Dom Bruno Maldaner. Pe. Leonir Fainello, pároco da Catedral, veio logo marcando a data e tudo ficou acertado para realizar o trabalho na paróquia da Catedral e em todas as capelas. Distribuiu quinhentos exemplares do manual entre as lideranças, fez reuniões de preparação, espalhou cartazes por toda a cidade, faixas para todo lado, artigos nos jornais e chamadas pelo rádio, avisando das missões sobre o dízimo. Até então na diocese sempre se havia falado em centésimo. Agora só a palavra dízimo já causava pânico. Foi o que constatei ao iniciar o trabalho. Visitando as capelas, durante a semana, percebia-se no povo nítido receio. Após as celebrações o clima era outro, as reações das pessoas eram as mais carinhosas. O dízimo agora fazia sentido. Mas este entusiasmo pode passar se não for mantido por uma equipe missionária da Pastoral do dízimo local. É necessário então um bom grupo de pessoas com um conhecimento maior sobre o assunto do dízimo, para ajudar a refletir sobre a nova proposta. Quantas vezes esses papos acabam acontecendo nas rodinhas de amigos, nas rodadas de cerveja do bar, ou em outros grupos que costumam se reunir. Nessas horas sai de tudo, e podem ter certeza que o dízimo também acabará vindo à tona. O alvo poderá ser a igreja, o padre ou a equipe do dízimo. Não é negativo o fato de que sejam feitas críticas contra o sistema do dízimo. É bom que se fale do assunto, mesmo que negativamente. Mas é preciso que entre as pessoas tenhamos gente que possa ajudar a refletir. O Pe. Pedro foi abordado por um paroquiano que lhe disse claramente que não concordava com o dízimo e não aceitaria de jeito nenhum. O padre perguntou: -Você sabe o que é dízimo? -Bem, não muito, respondeu aquele homem. Então leia estes dois livros sobre o assunto e depois nós vamos conversar; agora não adianta discutir. Aquele homem era sincero na sua posição e, por isso, aceitou os livros. Não voltou para falar com o padre sobre o assunto. Tornou-se dizimista e disse ao Pe. Pedro que ele mesmo falaria com seus amigos e os incentivaria a serem dizimistas. Será que o Pe. Pedro conseguiria o mesmo resultado se ele mesmo fosse falar com aquelas pessoas? Com certeza o testemunho desse homem foi importante para seus amigos. O que me impressionou foram os comentários do Pe. Pedro sobre aquele paroquiano, como homem bom, dedicado, mesmo antes de ser dizimista.Com a mesma alegria que me falava desse dizimista que contribuía com um valor muito significativo, pois passou a dar 10% dos seus ganhos, me contou de sua maior alegria quando um dia estava na secretaria e foi visitado por uma senhora que queria ser dizimista. “Sou pobre, padre, mas quero fazer a minha parte, vim entregar meu dízimo anual.” E entregou um real, pois era tudo que tinha. Os testemunhos vão se espalhando e contagiando os corações sensíveis e sinceros. Por isso nosso trabalho deve ser feito com sinceridade, com carinho, dando às pessoas a maior atenção, valorizando os atos nobres. Quem vai fazer isto? Sim, o padre, mas não só ele, e sim todos os que estão envolvidos nas diversas pastorais, pois são todos formadores de opinião. Não é hora para tentar convencer. Mas é sempre hora de colocar um ponto de vista diferente, mostrar o lado positivo do dízimo, conforme se aprendeu nas reuniões, no manual, nas reflexões que foram feitas com as lideranças. É hora de dar o próprio testemunho, e deixar uma mensagem que possa fazer a pessoa pensar mais tarde. Mesmo que na hora a pessoa não dê o “braço a torcer”, depois na intimidade, na hora de colocar a cabeça no travesseiro vai refletir sobre o que ouviu e sobre o que falou e, com certeza, passará a pensar diferente. Por isso precisamos ter o maior número possível de lideranças bem preparadas e nos mais variados grupos como porta-vozes. Uma vez estabelecido o critério de preparar todas as lideranças, entregar para cada pessoa um exemplar do manual “Dízimo Expressão Forte de Comunidade” e pedir para que leiam atentamente. Depois que todos leram o manual, marcar um encontro com todos e assistir juntos o vídeo “Dízimo, um acontecimento feliz”. O vídeo mostrará todo aspecto prático e a filosofia da Pastoral do dízimo. Fazer em seguida um vídeo-forum, para que fique bem clara a proposta. Uma nova leitura do manual vai dar maior profundidade sobre todo sistema. Nestas alturas, as lideranças estão preparadas para desenvolver seu papel, importante, na sequência da Pastoral. A equipe do dízimo vai dar continuidade ao processo, preparando todos os itens, conforme orientações no vídeo e no manual, para organizar o dia da “Celebração da Partilha”. Vai preparar o arquivo, os carnês, a propaganda, e combinar as celebrações com a equipe de liturgia, que deverá ensaiar os cânticos “Celebrando a Partilha”, conforme folheto da missa. Quando os missionários do Meac chegam à comunidade, fazem um encontro com todas as lideranças, normalmente no sábado à tarde, antes da primeira missa. Farão também uma reunião com a equipe missionária do dízimo para tirar as últimas dúvidas e acertar detalhes da celebração.

 Celebração da Partilha

Acontece num final de semana, quando os missionários do Meac, após reunião com as lideranças e a equipe missionária do dízimo, acompanham o sacerdote em todas as missas. Na Celebração da Partilha temos dois momentos bem distintos: Animação Missionária e Conscientização Missionária. Animar significa despertar positivamente para um tema, para algo que se deseja. Animar o povo de forma criativa, positiva, sobre o dízimo como algo bom, importante e necessário. Com estes três aspectos podemos propor a fase mais importante, que é a conscientização. Se o que me proponho é algo que vai responder aos meus anseios interiores, então dedico tempo, esforço e recursos. Se é bom, me interessa; se é importante, vou fazer o possível para assumir minha responsabilidade; se é necessário, vou fazer tudo para que se realize. Uma vez motivado busco conscientização, passo sério e definitivo na pastoral do dízimo. . Com um folheto próprio, “Celebração da Partilha”, os missionários fazem animação missionária refletindo com o povo alguns aspectos do dízimo e da oferta. No ato penitencial, motivado por alguns textos bíblicos, pede-se perdão a Deus pela qualidade daquilo que ofertamos, para quem é ofertado e onde é ofertado. .Na primeira leitura alguns textos serão partilhados para ver o que diz a Bíblia sobre o dízimo. São textos que mostrarão principalmente o dízimo como algo sério, bom e necessário. Tudo o que pertence a Deus, a Ele deve ser destinado. Esta atitude deve levar o dizimista a descobrir como o dízimo é uma coisa boa, bonita, que vem dar uma resposta interior de agradecimento a Deus pelos bens recebidos, e no cumprimento da “Lei” sentir alegria de partilhar no projeto de Deus um pouco daquilo que Ele mesmo deu. .Na segunda leitura são apresentados textos que mostram aspectos da importância das ofertas. São textos que colocam a oferta como algo desejado por Deus, mas que, acima de tudo, são gestos que brotam do interior de cada pessoa. Da parte que nos pertence, separamos, agradecidos e alegres, uma parte para ser a oferenda colocada em comunidade como testemunho público de fé. .No Evangelho, proclamado pelo sacerdote, é apresentado o testemunho dado por Jesus na prática do cumprimento da lei, convidando Pedro, o primeiro papa, a dar o tributo ao templo. . Na homilia, o missionário destaca as três grandes dimensões do dízimo. Na dimensão religiosa mostra como cada pessoa participa de todo processo de evangelização contribuindo com seu dízimo e sua oferta. Na dimensão social, destaca a importância que o dízimo assume em suas prioridades financeiras, quando cada pessoa que contribui acolhe o próprio Jesus nos pobres, nos carentes da comunidade. Na dimensão missionária, é dada ênfase na missionariedade que deve nortear todos os cristãos. “Todo batizado é missionário”. Como o dízimo leva cada fiel a viver a dimensão missionária de toda a Igreja. No ofertório, cada pessoa é convidada a participar da procissão das ofertas, levando diante do altar o que seu coração generoso separou para Deus como ato de amor, de gratidão, por todos os benefícios recebidos e pela graça de participar daquela celebração. Nesta caminhada diante do altar, cada família recebe, como presente da comunidade, um subsídio de conscientização missionária sobre o dízimo: o livro “Dízimo e Oferta na Comunidade. . Após uma oração comunitária, oferecendo todos os dons colocados no altar, o sacerdote dá continuidade à Celebração até o final da Comunhão. Após a comunhão o missionário faz um momento de louvor convidando todo povo a oferecer a comunhão, missionariamente, a tantos que, desejando, por um motivo ou outro, naquele dia não poderão receber a Jesus na Hóstia Consagrada. É lembrada a realidade de muitas comunidades que só podem receber o sacerdote algumas vezes por ano. Cada fiel é convidado, então, a não só participar com os bens materiais para dar condições à Igreja de chegar a todos os cantos do mundo, mas a oferecer, missionariamente, a comunhão daquele dia e também participar com orações, pedindo ao “Senhor da Messe que envie operários...”. Após o momento de louvor, o missionário encerra a pregação esclarecendo que não se trata de uma campanha financeira e sim de um projeto de Evangelização realizado, na partilha, por todos os que realmente são Igreja. É explicado o conteúdo do subsídio que receberam e como podem, em casa, refletir com ele, e a partir daí, a família fazer sua opção consciente como dizimista na comunidade. Uma vez feita a opção na família, todos são animados a partilhar com os amigos e vizinhos, que não participam da comunidade, sua experiência de fé. Pede-se para que emprestem seu subsídio a estas pessoas para que elas também descubram o dízimo como canal extraordinário de graças e fonte de alegria. Se as famílias, por eles convidadas, participarem da comunidade, poderão também ser dizimistas. Quem não participa não dá dízimo; e não teria sentido algum dar. Dízimo é expressão forte de Comunidade. Dízimo é expressão de Fé. Por isso é privilégio de quem participa. A equipe missionária do dízimo convida mais pessoas, que se sentem chamadas a partilhar um pouco do seu tempo, a participar.

 Implantação vitoriosa do sistema

Após a celebração da partilha, as pessoas, na medida em que vão optando pelo dízimo, trazem a ficha que encontraram no subsídio que receberam, após atenta leitura e reflexão. Ao entregarem a ficha, recebem da equipe missionária do dízimo o carnê para as contribuições mensais, (para os que têm renda mensal), ou por ocasião das colheitas para os agricultores. .A equipe está organizada e orientada para atender aos dizimistas, esclarecer dúvidas e ajudá-los a serem fiéis no seu compromisso. Tudo isso é feito nos plantões antes e após as missas na comunidade. . Durante o processo de implantação, no primeiro domingo após as celebrações da partilha, a equipe prepara o Plano Financeiro e o Plano Pastoral que serão entregues para cada família que participa da missa, para ela conhecer as necessidades da comunidade, e para saber a que se destina o dízimo. .Supõe-se que cada família, após ler o subsídio que recebeu, faça sua opção como dizimista. Cada família fará esta opção na medida de suas possibilidades. Mas, de forma consciente, deve também contribuir segundo as necessidades da comunidade. Estas necessidades só serão conhecidas se forem divulgadas. Uma das formas eficientes é através do boletim paroquial. Mostrar para a comunidade todas as atividades existentes e o que é preciso para realizá-las. Um questionamento e uma motivação para uma contribuição fiel, consciente. Afinal, as necessidades financeiras devem ser supridas proporcionalmente segundo as possibilidades dos fiéis que participam. Não é comum uma explicação detalhada, clara das necessidades. Pedir colaboração da comunidade com o dízimo ou ofertas, não é a mesma coisa que explicar, através de um boletim, de um relatório, o que a comunidade necessita e para que necessita. Também não é conveniente falar das necessidades da comunidade em qualquer ocasião ou nas missas. Estive numa comunidade onde o comentarista insistia em dizer que todos deveriam participar do ofertório porque a comunidade estava precisando de dinheiro para pagar as contas, e todos tinham obrigação de colaborar. Isto chateia as pessoas. É importante criar um clima, dizer de forma simpática, sincera e justa o que é bom oferecer para um melhor aproveitamento material da comunidade e espiritual do ofertante. As necessidades da comunidade não devem ser nunca o elemento motivador para contribuição dos fiéis. A motivação deve ser sempre a alegria de ofertar, a gratidão a Deus pelos dons recebidos e o direito de participar na construção do Reino de Deus. A equipe missionária do dízimo é orientada a organizar o Painel do Dízimo que será colocado em lugar estratégico para que todos os fiéis possam acompanhar a evolução da Pastoral do Dízimo.

 

Manutenção do sistema

A manutenção do sistema do dízimo significa fazê-lo acontecer e depois mantê-lo. Para isto acontecer, é necessário um bom e permanente relacionamento da equipe missionária do dízimo com os fiéis e, de modo especial, com os dizimistas. Numa atitude de valorização do compromisso assumido com a comunidade, a equipe do dízimo celebra a vida do dizimista, em momentos especiais, por exemplo o aniversário de nascimento, casamento, ou os momentos litúrgicos fortes como Natal, Pentecostes, Páscoa, ou ainda Dia das Mães, Dia dos Pais, etc. Celebrar com os dizimistas não significa privilegiá-los, pelo fato de darem o dízimo, mas pelo fato de termos em fichas os dados necessários para lembrar esses momentos pessoais importantes. (Quando se festeja uma data litúrgica, é festa para todas as pessoas, dizimistas ou não). Esta atitude alegra o dizimista e, de certa forma, questiona o não-dizimista. Algumas pessoas precisam de um tempo para descobrir a importância e a beleza em participar. Na implantação, a equipe, o padre e o Conselho Paroquial propuseram à comunidade um plano financeiro para realizar o plano pastoral. Nesta fase da manutenção não pode ser esquecida a prestação de contas. É direito dos fiéis saber onde foi aplicado o resultado da sua contribuição. Da mesma forma como foi apresentado o plano financeiro, nas dimensões religiosa, social e missionária, devemos prestar contas para facilitar a compreensão do povo. A questão da prestação de contas é muito séria. As maiores reclamações que temos recebido nestes anos todos são no sentido: o povo não sabe o que é feito com a arrecadação da comunidade paroquial. É bom ver o que diz a Pastoral do dízimo da CNBB pg.48: “... a instituição do dízimo vai exigir, em contrapartida, uma correspondência de vida dos ministros, ou pessoas a serviço da comunidade, expressa na sobriedade perante o uso dos bens. Caso contrário, pode se fazer surgir a suspeita de que se está dando um fim desvirtuado ao que é fruto do suor comum. É nesse sentido também, que se faz imperiosa uma prestação de contas do que é arrecadado, quanto um minucioso e elaborado levantamento das necessidades atendidas. Lá onde não existir esse despertar de uma sensibilidade pelo trato que se der à “coisa comum, pode ser um sintoma de que o senso de pertença esteja se diluindo.”