Reflexões Missionárias

Como um grão de areia

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Tenho por costume, ao chegar ao escritório para mais um dia de trabalho, tirar alguns minutos para a oração matutina e, geralmente, faço a leitura de um trecho da Bíblia ou do evangelho do dia. Naquele dia, abri a Palavra e, no salmo 91, a maravilhosa apresentação de um Deus Pai, amoroso, protetor. Um Deus que está comigo em todos os momentos, em todas as situações como somente um Pai de amor perfeito pode estar. “Deus livrará você de perigos escondidos e de doenças mortais. Ele o cobrirá com suas asas, e debaixo delas você estará seguro. A fidelidade de Deus o protegerá como um escudo”. Fico a meditar naquelas palavras... deliciosas palavras!

Lembro a promessa de Deus a Abraão: sua descendência será maior que os grãos de areia da praia e, então, compreendo que eu sou um desses grãos de areia. Eu sou um infinitamente pequeno e insignificante grão de areia perante toda a grandiosidade da Criação.

O universo é muito grande. E recordo um email que recebi a poucos dias no qual são mostrados os demais planetas em relação à Terra. Como somos pequenos. Quando mostra os outros sistemas e galáxias o planeta Terra simplesmente some diante da magnitude de tanta grandeza.

E eu então, que proporção tenho eu diante de tudo isso? Fico a pensar que realmente sou um grão de areia.

E aí, percebo o quanto é grande o amor de Deus e o quanto é perfeito o Seu amor. Somente Deus para ser capaz de amar e se preocupar com um ínfimo grão de areia.

Fico me imaginando a caminhar pela praia... uma praia infinita, e são milhões, bilhões, trilhões de trilhões de grãos de areia. Como posso me preocupar com cada um deles?

Mas Deus se preocupa comigo. “Ele o cobrirá com suas asas...”, diz o salmo e ali estarei seguro.

Releio, então, o verso 1: “A pessoa que procura a segurança no Deus Altíssimo e se abriga na sombra protetora do Todo-Poderoso pode dizer a Ele: Ó Senhor Deus, tu és o meu defensor  e o meu protetor. Tu és o meu Deus; eu confio em Ti”.

Com o coração transbordante de alegria, parto para mais um dia de trabalho, abençoado dia de trabalho. Sob a proteção de Deus labutarei. Vou tentar ser melhor que ontem, porque minha vida não é minha... é de Deus. Nada que tenho é meu, mas tudo é instrumento que o Senhor me emprestou para que eu, um insignificante grão de areia, seja também construtor do Reino.

E, mais do que nunca, agradeço a Deus por ter deixado na Sua Palavra o ensinamento do DÍZIMO, uma das formas mais perfeitas de demonstrar minha gratidão por tudo o que ele me dá. Com o dízimo não dou esmola, mas ajudo um trabalho sério de ação social na minha comunidade. Com o dízimo não dou dinheiro ao padre, mas ajudo a sustentar minha comunidade. Com o dízimo, não deixo para os outros fazerem o que eu preciso fazer, mas ajudo na formação das lideranças, de mais padres e pregadores da Palavra. Com o dízimo não entesouro para mim, mas reparto e aprendo que a partilha verdadeira só se faz com amor, assim como Deus partilha com os homens e mulheres de todos os lugares, em todos os tempos, o seu Amor de Pai.

Louvado seja Deus porque posso dizer como São Lucas, sou um servo inútil, sou somente um grãozinho de areia caído numa praia infinita, mas o Senhor me ama, o Senhor está comigo e Ele é o meu refúgio, o meu amparo.

“A pessoa que procura a segurança no Deus Altíssimo...”, ressoa em meu coração a Palavra do Salmo e, então, eu penso em você, grão de areia como eu e me pergunto: onde será que meus irmãos estão depositando a sua confiança, a sua vida?

Você tem pensado sobre isso?

Fraternalmente,