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Jesus Cristo e São Paulo sempre disseram que há mais alegria em dar do que em receber, pois a felicidade consiste na partilha. Devemos partilhar o que temos, aquilo que nos foi dado por Deus. É esta orientação que deve motivar os católicos a participarem do dízimo. Mas para partilhar, devemos entender que isto não significa dar aquilo que não queremos mais. “Partilhar não é dar o que sobra, mas dar o que o outro precisa”, ensina o integrante do MEAC (Missionários para Evangelização e Animação de Comunidades), Enio Felipin. Quando palestrou ao clero da Diocese no ano passado, Felipin relatou que é comum as pessoas afirmarem que muitas vezes não devolvem o dízimo porque não sobrou dinheiro no mês. “Deus merece a sobra?”, questiona o missionário. Não há uma quantia certa a ser dada como dízimo. São Paulo, na segunda Carta aos Coríntios, diz que cada um deve devolver segundo o que se propôs no seu coração. “Dízimo não arde no bolso, dízimo arde no coração e na consciência de cada um de nós”, afirma Felipin. Ele explica que é a própria palavra de Deus que orienta a devolução do dízimo, baseada em dois pilares: o louvor a Deus com os nossos bens e a ajuda aos mais necessitados. Desta forma, o dízimo tem uma relação direta para com Deus e uma relação direta para com a humanidade. A relação para com Deus: “Honra o Senhor com teus haveres, e com as primícias de todas as tuas colheitas. Então, teus celeiros se abarrotarão de trigo e teus lagares transbordarão de vinho.” Este trecho do livro dos Provérbios, segundo Enio Felipin, aponta um pedido e uma promessa de Deus em relação ao dízimo. Honrar a Deus com nossos bens é reconhecer que Deus tem parte naquilo que nós ganhamos. “Nós louvamos a Deus com os nossos bens quando nós reconhecemos que não somos donos absolutos de tudo. Este reconhecimento vai acontecer no momento em que nós devolvermos o dízimo”, orienta o missionário. Ele destaca que para muitos católicos o dízimo é um peso nos ombros. “Mas pela palavra de Deus, ele é um canal extraordinário de graças, que nós devemos cada vez mais compreender e descobrir.” A relação para com a comunidade: Através do livro do Deuteronômio (Dt 14, 28 – 29), Deus nos pede que reservemos uma parte da nossa renda para ajudar aqueles que mais necessitam, como o estrangeiro, o órfão e a viúva. “Aqui está a relação direta do dízimo para com a comunidade, para com os irmãos, porque o dízimo também tem como função ajudar os mais necessitados da comunidade.” Em resumo: “Dízimo não é esmola, é um gesto de gratidão a Deus (Pr 3, 9) e de amor aos irmãos (Dt 14, 29). Tudo o que temos vem de Deus (Gn 1, 1). Por isso, saibamos repartir com quem não tem (At 4,34).”