Reflexões

Pesquisar

Últimas Reflexões

10 Novembro 2019
04 Novembro 2019
28 Outubro 2019
13 Outubro 2019
07 Outubro 2019
30 Setembro 2019
23 Setembro 2019
15 Setembro 2019
09 Setembro 2019

INSANIDADE MORAL

Se olharmos para os diversos conceitos de moral que hoje colecionamos, veremos um conjunto de disparates que se chocam. A moralidade já não se define. Não sabe o que é. Tornou-se briga de cego na escuridão. Ninguém mais a define com convicções claras e ensinamentos coerentes com seus princípios. O que a moral representa para alguns é totalmente antagônica para outros. Conceitos divergentes.

Nesse caos onde minam dúvidas e incertezas, onde comportamentos sociais bailam à mercê dos modismos circunstanciais, me pergunto: como fica a moral cristã?

A resposta exige cuidados. Porque se existe uma definição moral acachapada pelas leis da moralidade moderna, a moral cristã é a predileta, a mais vilipendiada, a que mais sofre ataques e incongruências na guerra da moralidade em curso. Curioso é que a razão de ser da moral tem raízes estritamente cristãs. Curioso que o ser moralista, para a “moral dos imorais”, tornou-se sinônimo de atraso, conservadorismo, visão retrógrada, ensinamentos que não se coadunam com tempos modernos. A moral social se volta contra sua própria origem. Assim não há santo que entenda esse angu.

Uma volta às origens fornece pistas esclarecedoras. O homem chamado a seguir Jesus foi convidado a trocar o instinto animal pelas riquezas espirituais. Para tanto, submete-se a regras claras e distintas para aprimorar seu comportamento. Aqui nasce a moral cristã. Sua primeira ação foi valorizar a liberdade como fonte de graça e louvor. Os graus de liberdade lhes trariam o conhecimento da moral.

Começa pela semelhança do homem com Deus. Nessa mútua relação, a retidão moral exalta os valores da consciência, que o faz seguir normas de prudência para não desapontar seu Criador. As regras se estabelecem à medida que seu coração se abre à experiência do verdadeiro amor, aquele que não se define com simples palavras, mas com a vida. O positivismo desse sentimento se adequa aos apelos de Cristo, cuja lei moral emerge de seus ensinamentos.

Havia uma lei natural entre os povos primitivos, mas esta ganhou grau e modo de obrigatoriedade na revelação cristã. A lei divina da moralidade humana tornou-se a lei de Cristo. Todas as leis justas ressaltam a liberdade em face das leis injustas e estas se neutralizam diante da justiça do amor. Amor que é divino. Divino também porque humano, como Cristo em sua divindade amorosa, que nos trouxe o resumo das virtudes humanas. Essa é sua moral. Essa é a conduta única e verdadeira da sã doutrina em sua moralidade serena e imutável. Nada se lhe acrescenta. Muito menos se subtrai. Dai a razão de classificar mudanças nessa doutrina moral perfeita e única como uma atitude de insanidade. Os modernos pensadores atentem para o ridículo de se tentar mudanças naquilo que, por si, já é imutável. À lei de Cristo não se acrescenta nem til, nem ponto, nem vírgula. Muito menos normas de origem duvidosa, pois que duvidoso o ser humano sempre foi.

O conhecimento da lei moral tem uma única raiz, a obediência aos mandamentos divinos. Não fossem esses, nenhuma restrição moral teria razão de ser. Isso todos nós sabemos. Só custamos a entender. Ora, se conhecemos a lei e o pecado, se sabemos o que é certo e errado, então ouçamos o que o Mestre nos diz, felicitando aquele fariseu cumpridor das leis: “Então vá... e pratique tudo o que está escrito na lei”. Mas não tente modificá-la.

WAGNER PEDRO MENEZES
Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.